Diferentemente das demais criaturas, fomos dotados de consciência e de vontade. Originalmente, eramos providos de imortalidade, inocência e santidade, mas em razão do pecado, advindo da desobediência e indecisão, tornamo-nos mortais, haja vista, os sofrimentos físicos e espirituais decorrentes.
A alma humana não conhecia a injustiça, e, por conseguinte, estava apta a praticar a justiça. Sendo santo, o homem podia viver em plena harmônia com o criador, e assim, possuir saúde plena para gozar ao longo de toda a eternidade.
A nossa vontade, assim como nossas emoções e intelecto, foram contaminados, de maneira que as nossas decisões foram influenciadas por estes fatores, redundando em consequências ruins. É daí que se percebe se a vontade e a consciência estão de acordo com os princípios de Deus.
Se podemos tomar uma ou outra decisão, se temos vontade ou pensamos, é porque Deus nos deu o livre arbítrio e não nos fez como que fossemos bonecos inanimados, portanto, devemos lançar mão das capacidades que o Senhor nos deu, tomando decisões e deixando que o seu Espírito no oriente, mas sobretudo, devemos também, saber perdoar, amar e fazer aquilo que nos cabe como seus filhos. Os nossos atos devem refletir o caráter de Deus.
Foi pela vontade que o primeiro homem caiu, foi por meio dela também que o Senhor Jesus Cristo deu sua vida por nós, concedendo-nos a salvação e redenção do pecado, de igual modo temos que recebe-lo como Nosso Senhor.
Embora tenhamos liberdade de escolha, precisamos fundamentar nossos pensamentos nos conceitos divinos, a partir de uma maior intimidade com o Pai.
A vontade leva-nos a andar no caminho certo e a consciência faz com com que esta seja lapidada segundo os critérios de Deus.
Referência: Revista da Série Doutrinas da Bíblia, "Tão grande salvação", texto do Pr. André de Souza Lima, da Editora Cristã Evangélica.