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domingo, 2 de setembro de 2012

O TAPECEIRO

Stênio Marcius - O Tapeceiro

          "Nossa vida é tecida com linhas claras, mas também com linhas escuras, e aí quando Deus põe uma cor escura, densa, para tecer o tapete da nossa vida, dói, é ruim, sem dúvida. O fato é que, a gente tem que acreditar que o tapeceiro sabe o que está fazendo, sabe o fim desde o começo, e Ele nos ama. Esta tapeçaria é necessária, mas no final, quando a gente estiver pronto na sua presença, belas obras de artes e tapetes, então Ele vai dizer: - Muito bem! Você se tornou exatamente aquilo que Eu sonhei pra você.
           Sou um pecador salvo pela glória de Deus, e é só isso. É suficiente" (Stênio Marcius)

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        Já dizia o rei Salomão: "vaidade de vaidades, tudo é vaidade". Não por acaso ele disse isso. Foi porque percebera o quanto deixou-se corromper pelos prazeres que a vida lhe proporcionara, o que leva-nos a compreender que as coisas banais, infelizmente, exercem influência sobre nós, e estas incidem em malefícios para nossa psiquê, para nosso corpo, afetando nossa consciência e, por conseguinte, nossas atitudes, distanciando-nos cada vez mais de Deus.

        Embora a vida seja breve, temos, no entanto, a oportunidade de vivê-la intensamente, em plena harmônia o Criador, contudo, precisamos entregar a Ele nossos corações e deixá-lo tratar nossas feridas, nossas angustias e, sobretudo, confiarmos à sua maravilhosa graça, a razão de nossa felicidade, porque, seja em meio a dores ou a alegrias, Ele estará sempre conosco, moldando-nos e lapidando-nos para uma nova vida.

          Deus, sabia desde o começo das necessidades que teríamos ao longo do caminhar, entrementes, traçou um plano de redenção e salvação, para tanto, não feriu a sua justiça, pois, entregou seu unigênito e imaculado Filho, que, assim como o primeiro homem, não tinha pecados, o qual fez-se maldição por nós, e como um cordeiro mudo foi levado ao matadouro, para sofrer a nossa dor e derramar Seu sangue, a fim de libertar-nos da escravidão do pecado, absolvendo-nos da condenação à morte, a qual estávamos sentenciados.
       
         Pago o preço da redenção, voltamos a ter LIVRE acesso ao Pai, o qual não nos obriga a segui-lo, mas, pelo contrário, dá-nos o direito de decidirmos por ou abrir mão dos Seus propósitos, recusando e anulando o sacrifício vicário de Cristo, caminhando com as próprias pernas, vivendo a mercê da sorte ou fazer a sua vontade, deixando-o tecer a nossa vida para, ao final, gozarmos a eternidade com Ele.